Para passar na UERJ não basta estudar
Nessa maioria estão pessoas muito inteligentes, que fizeram um ensino médio exemplar, estudaram por horas a fio, durante meses, e no entanto, não conseguriam sua vaga. O que faltou a esses candidatos, que tinham tudo para serem aprovados, mas não foram?
Lendo o famoso texto Aprendendo a fazer concursos, do Waldir Santos, podemos chegar a algumas conclusões. A maioria dos candidatos peca, primeiro, porque não dominam as técnicas e métodos de estudo, resultando numa rotina de estudo sem eficácia, que só faz estressar e desanimar. Segundo, porque não conhecem a fundo o Vestibular UERJ, que é um vestibular muito peculiar, diferente de todos os outros vestibulares no Rio de Janeiro. Desinformação e falta de técnica, eis o problema.
Infelizmente, os cursinhos preparatórios tradicionais não atendem a esses requisitos. Poucos são os que ensinam oficialmente os métodos e as técnicas de como se preparar para concursos, e, quanto têm, são as dicas isoladas dadas passadas professores durante as aulas. Os pré-vestibulares em geral, apenas passam os conteúdos básicos, de modo que não se diferem quase nada de um terceiro ano do Ensino Médio. Tem até cursinho em que as turmas de Ensino Médio e pré-vestibular são juntas!
Além do conhecimento das matérias da prova, é preciso dominar a técnica de fazê-las
O Vestibular UERJ não é um bicho de sete-cabeças, não é coisa para gênios ou superdotados, tampouco para os que estudam muito. Porque nem sempre quem estuda mais aprende mais. Vários fatores, como a técnica de estudo, o ambiente, a dosagem, o método de aferição periódica de aprendizagem, o “saber fazer prova”, em lugar de apenas saber a matéria, entre muitos outros fatores, interferem no proveito que se tira das horas dedicadas à preparação.
Também é errado supor que quem aprende mais tira notas maiores, já que em seu desfavor contam o nervosismo, o “branco”, o fato de não se observar que determinada matéria tinha o dobro do peso da outra, o desconhecimento de seus direitos básicos, quando se poderia recorrer ao judiciário, para citar alguns exemplos.
Podemos afirmar então, sem medo de errar, que informação e técnica contam, muitas vezes, muito mais que o conhecimento, desde que este atinja o mínimo para não eliminar o candidato. Conhecer a fundo as peculiaridades e os macetes do vestibular da UERJ vão ser o diferencial em relação aos demais candidatos e o atalho rumo à aprovação.
Então além de estudar, comece a dar mais atenção a como é sua preparação e como pode melhorá-la, aprendendo métodos e técnicas e conhecendo melhor o sistema de avaliação da UERJ.




[...] último artigo falei que não basta estudarmos para obter a aprovação no vestibular. Muitos estudam, e muito, [...]